Lorena Melo — “Thorn”
História
Para Lorena Melo, arte nunca pertenceu apenas a museus, galerias ou salões elegantes. Ela estava também nos muros grafitados, nas caixas de som de uma festa clandestina e na multidão respirando ao ritmo de uma batida eletrônica.
Sua paixão pela música ganhou forma em meados dos anos 1990. O que começou com equipamentos baratos, festas improvisadas e pequenas reuniões cresceu rapidamente. Raves, baladas e pistas lotadas passaram a fazer parte de sua vida, alimentadas por um talento natural para compor, tocar e eletrizar uma multidão.
Foi nesse universo que Lorena conheceu Eliandra Torres: uma mulher elegante, misteriosa e fascinada por sua arte. Presentes, equipamentos, encontros e conversas aproximaram duas mulheres que enxergavam beleza de maneiras muito diferentes. Para Eliandra, até a rebeldia de Lorena parecia possuir algum valor artístico.
O Abraço transformou essa relação e também a vida de Lorena. A juventude eterna revelou-se menos libertadora do que parecia, mas nem a morte conseguiu apagar seu fascínio pela música, pelas festas e pela adrenalina das noites.
Décadas depois, Lorena voltou às pistas e encontrou uma nova identidade. Para Eliandra, era uma peça rara entre os Toreador. Para alguns membros do Clã, um espinho inconveniente em um roseiral cuidadosamente cultivado.
Ela gostou da comparação. Assim nasceu Thorn, a rosa espinhosa do roseiral e uma DJ conhecida no cenário underground.
Sua chegada a Belo Horizonte aconteceu ao lado de Eliandra, chamada à cidade por assuntos ligados à Camarilla. Enquanto sua Senhora veio a negócios, Thorn encontrou outros motivos para permanecer: música, festas, movimento e uma cidade que parece nunca ficar completamente silenciosa.
Galeria