TOMÁS VILELA
HISTÓRIA
Tomás Vilela ocupa uma posição que dispensa apresentações longas. Nosferatu e Algoz da Corte de Belo Horizonte, é chamado quando uma decisão já foi tomada e resta apenas garantir que ela produza consequências. Sua reputação nasceu menos de discursos e mais da certeza de que, quando recebe uma ordem, costuma levá-la até o fim.
Entre os Membros, Tomás é conhecido por força incomum, discrição e uma aparência que contrasta com o que muitos esperam de seu clã. Ele não parece interessado em corrigir expectativas. Prefere deixar que os outros descubram, por conta própria, que subestimar alguém por aquilo que acreditam saber sobre seu sangue é uma forma especialmente eficiente de cometer um erro.
Sua função o leva aos lugares que a Corte prefere não exibir: túneis, propriedades privadas, esconderijos e cenas que precisam terminar antes de se tornarem assunto público. Tomás não participa de todas as punições e não funciona como ameaça ambulante. Justamente por isso, sua presença costuma indicar que a tolerância da Práxis chegou perto do fim.
Diante de Raul de Alvarenga, demonstra uma lealdade que poucos consideram meramente protocolar. Não é subserviência; é respeito. Tomás ocupa um lugar estranho na hierarquia da cidade: permanece abaixo do Príncipe em título e cerimônia, mas perto o suficiente para que muitos se perguntem quanto da confiança de Raul realmente passa por suas mãos.
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